João Marques, EDP: 'Queremos acelerar a transição energética através da Geração Solar Distribuída'

Sustentabilidade, saúde e educação constituem as bases que norteiam os investimentos em uma cidade inteligente.

João Marques da CruzJoão Marques da Cruz., CEO da EDP Brasil. (Foto: Divulgação)

De acordo com um relatório da Research and Markets, o mercado global de cidades inteligentes tem a expectativa de alcançar US$ 2,51 trilhões até 2025. O crescimento do setor foi impulsionado por fatores como o aumento dos investimentos em tecnologia para iniciativas inovadoras, urbanização global e investimentos em infraestrutura.

Rodrigo França, presidente do Instituto I.S, uma think tank de desenvolvimento sustentável, aponta que à medida que mais cidades em todo o mundo reconhecem a importância de aderir a tecnologia e estratégias inteligentes, esses fatores fundamentais têm se mostrado essenciais para pavimentar o caminho rumo a um futuro mais promissor.

“O investimento em smart cities é um compromisso com a melhoria da qualidade de vida, o desenvolvimento sustentável e a criação de ambientes urbanos mais eficientes, seguros e humanos”, afirma.

Conectada

Um bom exemplo é a cidade de Barueri, município que se destacou na 9ª edição do Connected Smart Cities (CSC) ao conquistar o 1º lugar na categoria Economia e a 6ª colocação no ranking geral das cidades mais inteligentes e conectadas do Brasil. Na categoria Economia, Barueri liderou o 1º lugar em relação às cidades premiadas nos 11 eixos temáticos abordados, englobando 14 indicadores relativos ao crescimento econômico de diferentes setores, renda da população, a sustentabilidade econômica do município, origem da receita e proporção do número de empregos disponíveis.

“Essa premiação é um incentivo para a nossa cidade, especialmente aos nossos colaboradores, que no dia a dia atuam nos serviços municipais, e aos empreendedores, por acreditarem em Barueri assim como acreditamos neles. Esse prêmio nos estimula a aprimorar as nossas políticas públicas e verificarmos onde podemos melhorar para beneficiar ainda mais a nossa população”, disse o secretário de Saúde, Milton Monti.

“É muito representativo receber esses prêmios, porque é um reflexo do trabalho que vem sendo desenvolvido na cidade. Nossos administradores estão sempre à frente, colocam a eficiência no serviço público, além de aumentar e incentivar as oportunidades das empresas se instalarem e permanecerem na cidade, oferecendo toda infraestrutura e segurança”, complementou o secretário de Finanças, Gustavo César.

Educação

Osasco também foi destaque no Connect Smart Cities. O prefeito, Rogério Lins, falou sobre as experiências bem-sucedidas e o pioneirismo em ações que trouxeram mais investimentos e novas empresas para a cidade.

“Em Osasco, estudamos como trazer a tecnologia para mudar a vidas das pessoas dentro do setor público. E hoje conquistamos um dos maiores programas de educação digital do Brasil, promovendo a integração e a inclusão digital de alunos e docentes da rede municipal de ensino com a entrega de 24 mil notebooks com conectividade. Já sentimos os reflexos dos avanços no aprendizado das nossas crianças”, diz

Energia

Tema crucial para o futuro das grandes metrópoles e processo de descarbonização, São Paulo é protagonista na produção de energia solar entre os estados brasileiros, registrando maior potência instalada de energia fotovoltaica na geração própria em telhados, pequenos negócios e terrenos. Segundo recente mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), a região possui mais de 3,4 gigawatts em operação nas residências, comércios, indústrias, propriedades rurais e prédios públicos.

O estado possui mais de 371 mil conexões operacionais, espalhadas por 645 municípios, ou 100% dos municípios paulistas. Atualmente são mais de 434 mil consumidores de energia elétrica que já contam com redução na conta de luz, maior autonomia e confiabilidade elétrica. Desde 2012, a geração própria de energia solar já proporcionou à São Paulo a atração de mais de R$ 17,6 bilhões em investimentos, geração de mais de 104 mil empregos e a arrecadação de mais de R$ 4,1 bilhões aos cofres públicos.

Para Pedro Drumond, coordenador estadual da ABSOLAR em São Paulo, o avanço da energia solar no País é fundamental para o desenvolvimento social, econômico e ambiental e ajuda a diversificar o suprimento de energia elétrica, reduzindo a pressão sobre os recursos hídricos e o risco da ocorrência de bandeira vermelha na conta de luz da população.

“O estado de São Paulo é atualmente um importante centro de desenvolvimento da energia solar. A tecnologia fotovoltaica representa um enorme potencial de geração de emprego e renda, atração de investimentos privados e colaboração no combate às mudanças climáticas”, comenta.

Mais Sol

A EDP, empresa que atua em toda a cadeia do setor elétrico brasileiro, e o governo do estado do Espírito Santo anunciaram no final de janeiro, investimentos em melhorias, fortalecimento da rede de distribuição de energia e atendimento ao cliente, implantação de usinas de Geração Solar Distribuída, programa de incentivo para transição energética e projetos sociais focados, especialmente, em educação.

Apenas no segmento de distribuição a empresa projeta um investimento de cerca de R$ 4 bilhões de 2020 até 2025. A cerimônia marcou ainda o lançamento oficial do SENDI 2023, um evento que espera trazer para o Espírito Santo mais de 3 mil pessoas em novembro, e impactar a geração de receita e turismo no estado.

“Considerando todos os negócios, a EDP investe a cada ano, aproximadamente, R$1 bilhão no estado do Espírito Santo, valor que demonstra a importância do estado para a companhia. Estamos orgulhosos pela parceria que construímos com o governo do estado e por proporcionar ao povo capixaba uma rede de distribuição segura e uma energia de alta qualidade. Mas vamos além disso, queremos acelerar a transição energética através da Geração Solar Distribuída que permite que as empresas usem a nossa energia renovável e sustentável para desenvolver os seus negócios”, afirma o CEO da EDP Brasil, João Marques da Cruz.