Casa Reviva expande 'varejo de propósito' ao sul do Brasil; conheça o impacto da marca

Mercado se estrutura para atender consumidor com postura alinhada às melhores práticas.

IMG_4987Bruno Silvestre e Bia Marcelino, fundadores da Casa Reviva: exemplo no varejo. (Foto: Juliana Lubini)

É possível observar um movimento do varejo em acompanhar a busca dos consumidores por novos significados para suas compras. A Casa Reviva, por exemplo, nasceu com DNA humanitário, e a construção da marca reflete o sentimento de parte da sociedade. A Reviva surgiu em 2018 reunindo pequenos produtores do Brasil de diferentes segmentos.

Além de promover a sobrevivência destes profissionais, o projeto apresenta ao consumidor uma maneira de consumo com propósito, uma vez que parte das receitas geradas nos espaços é investida em desenvolvimento comunitário com iniciativas que vão desde tratamento de água, educação, capacitação de mulheres até geração de renda.

“A Casa Reviva nasceu da materialização de nosso genuíno desejo de fazer um varejo que causasse impacto na prática, afinal tínhamos a visão do campo na plenitude para conseguirmos levar o negócio aos polos de consumo. Em pouco tempo a marca chamou atenção dos grandes shoppings, resultando em convites para aberturas de lojas em todo Brasil”, explica Bruno Silvestre, que em conjunto com Bia Marcelino, fundou a Reviva, que engloba uma marca de varejo e uma ONG destinada à projetos sociais no Brasil e na África.

Ao fim de 2021, a Casa Reviva completa três anos, tendo enfrentado diversos desafios, como passar pelo auge da necessidade de digitalização e varejo on-line, no início da pandemia. 

VictorBalde_CasaReviva_RioDesignBarra-98Hoje, a Casa Reviva conta com unidades em SP e no RJ. (Foto: Victor Balde/Divulgação)

“Acredito que o varejo mundial passará por uma grande mudança após a Covid-19. Depois de quase um ano de marca, desenvolvemos o planejamento do nosso e-commerce justamente no mês que aconteceu o primeiro lockdown, e foi este canal a única fonte de receita da Reviva por quase quatro meses”, contextualiza Bruno Silvestre.

“Temos aprimorado nosso comércio eletrônico para que ele corresponda a 40% do faturamento total. Hoje, o digital é responsável por cerca de 14% da receita e conquistamos clientes de todas as regiões do Brasil, inclusive regiões que não temos lojas físicas, mas que a pessoas já admiram e compram a marca”.

Em plena expansão

Prova de que é possível manter-se competitivo proporcionando um consumo que pode contribuir diretamente com a transformação social e ambiental, é a expansão no número de lojas físicas da Reviva. Atualmente, a rede conta com a unidade do Morumbi Shopping, que faz parte de uma das maiores empresas de shoppings do país, a Multiplan, e uma loja de rua no bairro de Pinheiros, ambos em São Paulo. No Rio de Janeiro é possível encontrar uma Casa Reviva nos shoppings Rio Design Leblon e Rio Design Barra.

“Abriremos nos próximos meses as primeiras lojas via franquia no sul do país, sendo uma loja de rua em Florianópolis e uma loja de shopping em Curitiba. Consideramos para os franqueados a possibilidade de aberturas dentro dos empreendimentos da Multiplan. Estamos com negociações finais para as regiões Nordeste e Centro-Oeste e já desenhamos a abertura internacional começando pela Europa”, planejam os sócios.

REVIVA_DIA7-199Organização sem fins lucrativos, a Reviva foi fundada em 2013. Parte das receitas geradas na Casa são investidas em desenvolvimento comunitário com iniciativas que vão desde tratamento de água, educação, capacitação de mulheres até geração de renda. Só em 2019 foram investidos mais de 50 mil dólares em comunidades no Brasil e Moçambique. (Foto: Divulgação)

Alinhamento verde

Protagonizar mudanças com foco na inovação. É dentro dessa premissa que Vander Giordano, vice-presidente da Multiplan, fala sobre os lançamentos da empresa, sempre alinhados aos pilares das melhores práticas socioambientais e de governança.

“Identificamos e trouxemos inovações para o Brasil desde o nosso primeiro empreendimento, o BH Shopping, inaugurado há mais de 40 anos. Temos o propósito de criar tendências no nosso segmento que estejam conectadas aos nossos princípios e cada vez mais tenham impacto positivo para a sociedade. Para nós, também é papel das grandes empresas protagonizar mudanças positivas no cenário do varejo e a sustentabilidade deve ser considerada em todos os âmbitos do negócio”, destaca o executivo.

Sobre acompanhar às necessidades de uma sociedade em constante mudança, Giordano diz que a integração com a natureza e com espaços abertos, que é uma das tendências discutidas agora, já está no radar da Multiplan há muitos anos. “Nesse espaço de tempo investimos em geração de energia solar com foco na redução de custos e de emissões de CO2. Os complexos de usinas fotovoltaicas inaugurados pela Multiplan em 2019 e 2020 para gerar 100% da energia consumida no VillageMall e na nossa sede, no Rio de Janeiro, são resultados do nosso compromisso com as melhores práticas ESG”, enfatiza.

VictorBalde_CasaReviva_Leblon-10Ao fim de 2021, a Casa Reviva completa três anos. A ONG foi fundada em 2013. (Foto: Divulgação)

Exemplificando que a prática do varejo sustentável é essencial para o meio ambiente, para o negócio e para as pessoas, o VP da Multiplan ressalta a importância de iniciativas como essas na redução de custos na operação gerando impactos positivos para os lojistas. “A geração de empregos relacionada a um grande empreendimento, como os da Multiplan, também é aspecto importante a ser considerado quando o assunto é sustentabilidade no varejo”, finaliza.