Líderes de grandes empresas revelam como vencer desafios e indicam os caminhos para o futuro

A Revista LIDE reúne, nesta edição especial, uma ampla reportagem com realizações, ideias e metas das principais lideranças empresariais do Brasil. 

A Revista LIDE completa 15 anos. Ao longo de sua história, focou-se no conteúdo de qualidade e nos assuntos que são mais relevante para o seu público, composto por presidentes, CEOs e altos executivos de renomadas companhias. Especialmente neste momento em que a notícia tem valor essencial e os exemplos gestão são renovados, a pluralidade é imprescindível. A LIDE reúne, nesta edição especial, uma ampla reportagem com realizações, ideias e metas das principais lideranças empresariais do Brasil. 

Leonardo Framil, CEO da Accenture

"A Accenture auxiliará seus clientes a formar a melhor força de trabalho para o mundo digital"

Leonardo Framil está na Accenture desde 1992 e traçou uma carreira em diversos segmentos e cargos, até ser convidado, neste ano, a fazer parte do Global Management Committee (GMC), o quadro consultivo global da companhia. Durante o período de sua atuação como CEO, a Accenture liderou oito aquisições e recebeu diversos reconhecimentos externos em inovação (Forbes, LIDE, Conarec, Whow, 100 Open Startups).

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Leonardo Framil, CEO da Accenture Brasil e América Latina. (Foto: Divulgação)

“Durante meus quase 30 anos trabalhando com consultoria, tive a oportunidade de atuar na transformação de grandes companhias da região, em especial, do setor financeiro, sendo alguém que, reconhecidamente, soube desenvolver relações de confiança com os seus clientes. Desde que assumi o cargo de presidente da Accenture no Brasil e América Latina, vi a empresa crescer e desenvolver um sólido ecossistema de inovação trazendo junto startups, empresas de tecnologia, clientes e o melhor da Accenture local e global. Tive a fantástica experiência de viver a transformação digital da empresa”, conta o executivo.

A Accenture é uma empresa líder global em serviços profissionais, com ampla atuação em estratégia e consultoria, interatividade, tecnologia e operações, sustentada por capacidades digitais em todos estes serviços. Com essa expertise, Framil avalia o impacto massivo que a tecnologia tem causado em todas as indústrias. “Mais do que cortar custos e esperar a crise passar, é preciso entender que houve uma profunda transformação da vida em sociedade; e ela veio para ficar. A Accenture se transformou profundamente nos últimos anos para ser a parceira de negócios de seus clientes e acompanhar todos nessa trajetória de mudança, que a pandemia tanto acelerou”, afirma Framil.

Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual

"Seguimos focados na visão estratégica das nossas diversas frentes de atuação digital"

Roberto Sallouti é CEO e membro do Conselho de Administração do BTG Pactual. Ingressou no Banco em 1994 e tornou-se sócio em 1998. Ao longo da sua carreira, foi responsável pelas áreas de renda fixa local e internacional, antes de tornar-se COO (Chief Operating Officer) em 2008. Em 2015, passou a ser CEO do Banco. É membro dos Conselhos da Febraban, do Mercado Livre e do Banco Pan.

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Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual. (Foto: Divulgação)

Maior banco de investimentos da América Latina, no início de julho, o BTG anúncio da concessão de R$ 3 milhões em crédito para ajudar micro e pequenos empreendedores de todo País, em especial aqueles de regiões interioranas. Por meio de fintechs de pagamento, o banco está disponibilizando uma linha com o objetivo de minimizar os efeitos da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. “Nosso objetivo é apoiar os nano, micro e pequenos empreendedores, que neste momento lutam para manter as portas abertas, mas têm dificuldade em acessar linhas de crédito emergenciais. São pessoas que criam empregos, giram a economia e têm papel fundamental na dinâmica da nossa sociedade", destaca Sallouti.

O BTG Pactual atua nos mercados de Investment Banking, Corporate Lending, Sales & Trading, Wealth Management e Asset Management. Desde sua criação, em 1983, a instituição tem sido administrada com base na cultura meritocrática de partnership, com foco no cliente, excelência e visão de longo prazo. “Estamos muito satisfeitos com o desempenho do nosso negócio. Tivemos novamente crescimento expressivo em diversas áreas, com destaque para as atividades de Asset e Wealth Management e de Investment Banking”, afirma Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual.

Sylvia Brasil Coutinho, Presidente do grupo UBS no Brasil

"Temos a missão de ajudar as empresas brasileiras e os investidores a alavancar o mercado de capitais"

Antes de se juntar ao UBS, Sylvia Coutinho passou 29 anos em cargos de liderança no Citibank e no HSBC em diversas áreas e países. Foi responsável pela gestão e direção estratégica de setores como Asset Management, Emerging Markets, Varejo, Seguros e Wealth Management. No UBS, a executiva também acumula o cargo de Head da área de Wealth Management para a América Latina desde 2018.

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Sylvia Brasil Coutinho, Presidente do grupo UBS no Brasil. (Foto: Divulgação)

Sylvia diz que o banco tem atendido empreendedores por gerações, e a proximidade com os clientes é muito grande, mas isso não seria possível sem muito investimento em pessoas e tecnologia, o que mostrou mais do que nunca os seus benefícios durante esta pandemia, quando foi possível deslocar equipes inteiras ao redor do mundo para que rapidamente pudessem atuar remotamente e com altos índices de produtividade. "Acredito que a estratégia do UBS é perfeita para um banco global, e acrescentaria nesta estratégia o foco em parcerias com grandes bancos locais. Assim, o modelo deve se manter, acelerando ainda mais os investimentos ao redor do mundo em tecnologia e na interação digital, proporcionando uma experiência cada vez mais diferenciada aos nossos clientes corporativos e pessoa física", afirma.

Além de ser um agente muito importante para o setor de Impact Investing e de ter assumido compromissos com as iniciativas de valorização do meio ambiente e do agronegócio, o UBS também tem atuado e estimulado ações de filantropia entre seus clientes. Exemplo disso é o Prêmio Visionaris, oferecido pelo banco aos empreendedores sociais que se destacam anualmente. "Acreditamos que um empreendedor social é uma pessoa extraordinária, que usa sua visão, criatividade e determinação não apenas para o seu próprio negócio, mas também para planejar soluções que minimizem problemas sociais complexos", compartilha.

José Carlos Magalhães, CEO do UnitedHealth Group Brasil

"Queremos uma organização em que o beneficiário e o paciente se sintam no centro de tudo o que fazemos"

Especializado em pediatria, o médico José Carlos Magalhães trabalha na área da saúde há 35 anos, com vasta experiência em gestão de serviços médicos, modelos de saúde e atenção direta aos pacientes. Desde setembro de 2019, o executivo é CEO do UnitedHealth Group Brasil, ápice de uma sólida carreira que se inicia no Hospital de Clínicas Mario Lioni, em Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, pertencente ao então Grupo Amil. Depois de exercer diversas funções de liderança no grupo, nos últimos sete anos trabalhou diretamente em cada um dos mercados da UnitedHealthcare Global em que há redes de hospitais. Foi CEO de Medical Delivery nas Empresas Banmédica (com operações no Chile, na Colômbia e no Peru), além de CEO da Lusíadas Saúde, em Portugal.

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José Carlos Magalhães, CEO do UnitedHealth Group Brasil. (Foto: Divulgação)

Magalhães destaca que acessibilidade, valor em saúde e a experiência do beneficiário e do paciente são questões-chave para qualquer sistema, principalmente na UnitedHealth Group Brasil. "Como uma empresa líder, que oferece planos de saúde Amil a quase 6 milhões de brasileiros em planos médicos e odontológicos e uma rede de serviços médico-hospitalares com 33 hospitais e centenas de clínicas, temos a oportunidade de contribuir de forma essencial a quem servimos e, de uma forma mais ampla, para que o sistema de saúde brasileiro funcione melhor para todos", enfatiza.

De maneira conjunta, as competências das empresas do Grupo permitem ajudar a viabilizar o acesso a cuidados de mais qualidade, reduzir custos, aumentar a transparência e a produzir resultados de saúde ainda melhores. "Temos a missão de ajudar as pessoas a viver de maneira mais saudável e contribuir para que o sistema de saúde funcione melhor para todos. Guiados por essa missão, temos a oportunidade de impactar verdadeiramente a sociedade e a vida de nossos clientes e pacientes. Nossa missão é nosso legado, com ações que espelhem nossos valores", diz José Carlos Magalhães.

Pablo Di Si, Presidente e CEO da Volkswagen América Latina

“O Nivus é um personagem fundamental na maior ofensiva de produtos da Volkswagen na América Latina”

Em outubro de 2017, Pablo Di Si, então Presidente e CEO da Volkswagen Argentina, assumiu a posição de Presidente e CEO da Volkswagen Região SAM (América do Sul, América Central e Caribe) e Presidente e CEO da Volkswagen do Brasil. O profissional iniciou sua carreira no Grupo Volkswagen em 2014. Anteriormente, ocupou posições-chave nas áreas de Finanças e Desenvolvimento de Negócios na FCA nos Estados Unidos e no Brasil. O executivo foi eleito, em abril de 2017, presidente da AHK Argentina (Câmara de Indústria e Comércio Argentina – Alemanha).

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Pablo Di Si, Presidente e CEO da Volkswagen América Latina. (Foto: Divulgação)

Logo após o início da retomada das atividades, a Volkswagen do Brasil deu início à produção na fábrica da Anchieta, em São Bernardo do Campo, de seu mais novo veículo: o VW Nivus. Além do pioneirismo de ser o primeiro modelo da empresa desenvolvido no Brasil e que será produzido e comercializado no mercado europeu; inaugurar a nova central de infotainment VW Play – uma nova era em conectividade, streaming e serviços –; o VW Nivus também quebra o paradigma de ser desenvolvido sem a necessidade de um protótipo físico em nenhuma de suas fases, ou seja, foi concebido de maneira 100% digital.

"Com isso, diminuímos o tempo do projeto em 10 meses, ao realizar testes e validações virtualmente, e tornamos os processos mais eficazes e com significativa redução de custos", lembra Pablo Di Si. Para o executivo, o Nivus passa a ser o coração da Nova Volkswagen, principalmente nesse momento de retomada. "Daqui do Brasil, projetamos um carro global, para fazer sucesso nos mercados mais competitivos do mundo. Por isso, a chegada às concessionárias no Brasil, programada para o início de agosto é motivo de orgulho e otimismo para todos nós", completa.

Guilherme Benchimol, CEO e fundador da XP Investimentos

"Um país próspero é feito de empreendedores que investem no Brasil, geram empregos e trazem competição e inovação para todos nós"

Nascido do Rio de Janeiro, Guilherme Benchimol formou-se em economia em 2000 e iniciou carreira em uma corretora de valores, onde era responsável por atrair novos clientes. Nos anos seguintes, Guilherme começaria uma trajetória de aprendizado e experiências que o levariam a criar a XP Investimentos, em 2002. Atualmente, a XP Inc., na qual Benchimol é também o CEO da companhia, abriga empresas como as corretoras de valores Clear e Rico.

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Guilherme Benchimol, CEO e fundador da XP Investimentos. (Foto: Divulgação)

Com o objetivo de continuar democratizando os investimentos e todos os produtos financeiros para os brasileiros, acima de tudo levando educação financeira e empoderando a sociedade com conhecimento, Benchimol explica que o sistema financeiro é altamente concentrado e competir contra os grandes bancos não é um desafio trivial. "Teremos um enorme trabalho pela frente, mas estamos confiantes que com a nossa cultura e, acima de tudo, foco no cliente, seremos capazes de construir um Brasil melhor".

Lembrado por seu ímpeto empreendedor e determinação, segundo o executivo, o grande desafio de todo líder é exercer a meritocracia na empresa. "Procuramos ter as pessoas certas, na posição correta, com as metas e o alinhamento adequados e envolvidos na cultura da empresa. Todo o resto me parece uma consequência dessas escolhas. Se tudo isso estiver alinhado, você conseguirá atingir metas impossíveis e voar cada vez mais alto", constata.

Noël Prioux, CEO do Grupo Carrefour Brasil

"O Grupo Carrefour já é considerado uma empresa bastante plural e diversa, mas acredito que ainda há bastante para alcançar"

Noël Prioux foi nomeado, em 2017, CEO do Grupo Carrefour Brasil e diretor-executivo para a América Latina, coordenando também as atividades da rede na Argentina. Há 34 anos no Grupo Carrefour, o executivo iniciou trajetória na companhia em 1984 e ocupou diversas posições dentro do setor de hipermercados na França, atuando também como diretor-executivo do Carrefour S.A. e de subsidiárias, como Turquia, França Colômbia, Sul da Ásia e Espanha.

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Noël Prioux, CEO do Grupo Carrefour Brasil. (Foto: Divulgação)

Ao trabalhar em diversas partes do mundo, e executivo conviveu com diferentes culturas. Hoje, Prioux enaltece a maneira como as pessoas conseguem se adaptar para encontrar as mais variadas soluções. "Por tudo que eu passei e vivi, aprendi a tirar força disso. Eu consigo ver que não há barreiras quando se tem determinação e vontade. É importante se desafiar. Um verdadeiro líder não pode esperar. Ele tem que dar o exemplo, indicar o caminho. Por mais difícil ou polêmica que seja a decisão, ela tem que ser tomada. E essa capacidade de adaptação que eu vi ao redor do mundo me ajudou a tomar decisões rápidas".

Há 45 anos no País, o Grupo Carrefour Brasil é líder de mercado de distribuição de alimentos. A partir de uma plataforma omnicanal e multiformato, reúne operações de varejo e Cash & Carry, além do Banco Carrefour e de sua divisão imobiliária, o Carrefour Property. "De maneira geral, em 15 anos, espero, de verdade, poder ver uma mulher como presidente do Grupo Carrefour. Isso seria muito interessante. Não só no Grupo, mas em outras grandes empresas. É o momento de isso acontecer. E, nesse mesmo tema, espero ver uma melhor equidade entre mulheres e homens e diferentes perfis de funcionários", projeta Prioux.

Octavio de Lazari Junior, Diretor-Presidente do Bradesco

“Nosso negócio vai premiar aquele que conseguir ter eficiência operacional crescente e chegar mais próximo ao desejo do cliente”

Iniciando sua carreira no Banco Bradesco em setembro de 1978, Octavio de Lazari Junior foi eleito diretor-executivo adjunto em janeiro de 2012, diretor-executivo gerente em fevereiro de 2015 e diretor vice-presidente executivo em maio de 2017. Em março de 2018, foi eleito diretor-presidente, cargo que ocupa atualmente.

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Octavio de Lazari Junior, Diretor-Presidente do Bradesco. (Foto: Divulgação)

Um dos bancos líderes do setor financeiro no Brasil, o Bradesco cresceu e evoluiu acompanhando as tendências e os ciclos econômicos do País, por isso mantém desafios claros para os próximos anos. "Os bancos vivem o contexto dos desafios em série com a crescente digitalização dos meios de pagamento e formas de atendimento ao cliente. Acho que estamos conseguindo lidar satisfatoriamente com esse momento de mais competição e novas alternativas. Mas o que vem pela frente tem outra configuração. É um conjunto de mudanças em múltiplas dimensões, desde o funcionamento o modelo de trabalho das empresas até a forma de amparo necessário para a população vulnerável. Será tempo de buscar a melhora dos padrões de competitividade, da eficiência e da capacidade inovadora, sem esquecer as pessoas e o meio ambiente”, diz.

Para Lazari Junior, ****um dos diferenciais do Bradesco é o sistema que permite a valorização dos quadros formados na casa. "É um sistema único, por permitir a todos oportunidades e desafios de crescer na carreira. É um modelo criado para identificar vocações. Todos passam pelas diferentes funções e atividades que compõem a atividade bancária. Nos tornamos especialistas e crescemos na função executiva ao longo do tempo", garante.

Carlos de Barros, CEO da DASA

"Já estamos preparados e temos a oportunidade de cuidar das pessoas que estarão mais conscientes e abertas a um novo olhar para a saúde"

Graduado em Engenharia Mecânica e Economia, com menção honrosa, pela Universidade de Stanford, Carlos de Barros atua como diretor geral/CEO da DASA desde janeiro 2019. Entre 2015 e 2018 atuou como Vice-Presidente Financeiro/CFO. Barros é sócio da DNACAPITAL desde 2015 e foi sócio da Gávea Investimentos entre 2008 e 2014, sendo responsável por investimentos da gestora no mercado de saúde, entre outros setores.

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Carlos de Barros, CEO da DASA. (Foto: Divulgação)

Apesar de muito jovem, o executivo acumula a participação nos conselhos de administração do Grupo Hermes Pardini, IdealInvest, RBS Comunicações e Rumo Logística, além de ter passagens por JPMorgan, Morgan Stanley e KKR. "Me sinto um privilegiado porque dediquei dez anos da minha vida trabalhando e estudando fora do Brasil, nos Estados Unidos. Antes de voltar, passei dois meses dando aula para crianças carentes na África, que me fez perceber as reais necessidades da vida e me ensinou a importância de termos um propósito nobre na vida pessoal e profissional", reflete.

Barros diz que a Dasa tem visão de longo prazo e desenvolve inovação em saúde para promover medicina inteligente, preditiva e personalizada, para ampliar o bem-estar e a qualidade de vida das pessoas e colaborar com o setor de saúde mais sustentável. "Prezamos a excelência de nossos serviços e temos foco total no paciente, nossa razão de existir e para quem desenvolvemos nosso negócio. Estamos conectados aos nossos pacientes para atendê-los com qualidade e agilidade e também aos médicos que os assistem. A pandemia deixará a importância do investimento em saúde e ciência. E prevenção e cuidados nesse contexto, por meio do uso inteligente de dados, é parte disso", descreve

Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein

"O foco no paciente é nossa premissa e será aprimorado de acordo com as evoluções científicas, sociais, políticas e culturais do Brasil"

Especializado em cirurgia de aparelho digestivo com mais de 20 anos na área, membro do Conselho de Administração do Instituto Coalização Saúde, além de Professor do MBA Executivo em Gestão de Saúde do Einstein, na disciplina "O Mercado de Saúde no Brasil e no Mundo: Estrutura e estratégias", Sidney Klajner, está à frente do melhor hospital da América Latina e um dos 50 melhores do mundo, segundo a revista Newsweek.

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Sidney Klajner, presidente da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein. (Foto: Divulgação)

Klajner iniciou sua trajetória no Einstein em 1998 e ocupou a vice-presidência do hospital entre 2010 e 2016, ano em que assumiu a presidência da organização, cargo que ocupo até hoje. "Estamos liderando a mudança de paradigma na assistência, investindo nas unidades de atenção primária, as chamadas Clínicas Einstein. Elas estão localizadas em algumas regiões da capital paulista, como em Alto de Pinheiros, Ibirapuera, Anália Franco e na Zona Sul no Parque da Cidade. Trata-se de um modelo que, além de atender corretamente a necessidade dos pacientes, também contempla o uso racional de recursos e evita desperdícios”, sinaliza.

Segundo o médico, uma das marcas do Einstein é a capacidade de produzir as mudanças, enxergando as oportunidades que o futuro nos oferece. Alguns caminhos já estão claros. "O primeiro é a necessidade de investimento na prevenção das doenças. Hoje, as principais causas de mortalidade estão associadas a enfermidades crônicas, como diabetes, obesidade e câncer, que poderiam ser reduzidas com a prevenção e o diagnóstico precoce. Além disso, com o aumento da longevidade, se nada for feito no sentido da prevenção, haverá o estrangulamento da capacidade de atendimento em serviços públicos e privados, podendo inviabilizar a assistência em muitos deles", avalia.

Carlos Sanchez, presidente do Conselho de Administração do Grupo NC

"Mais do que ter me permitido uma experiência intensa em gestão de negócios, a EMS é uma experiência incrível de vida"

Economista formado e pós-graduado pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo – FEA/USP, com cursos também no exterior, Carlos Sanchez iniciou a carreira trabalhando com o pai, Emiliano Sanchez, empreendedor e fundador da indústria farmacêutica EMS. Carlos Sanchez assumiu a direção da empresa em 1988, aos 26 anos, e transformou a EMS na maior farmacêutica no Brasil, líder de mercado há 14 anos consecutivos.

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Carlos Sanchez, presidente do Conselho de Administração do Grupo NC. (Foto: Divulgação)

A EMS pertence ao Grupo NC, um dos 130 maiores grupos econômicos do Brasil, com mais de 8 mil colaboradores e várias empresas que não param de crescer e ganhar destaque. "A EMS tem apresentado um histórico de destacada taxa anual de crescimento e pretende continuar expandindo seus negócios de maneira acelerada também nos próximos anos, levando adiante a sua missão de cuidar das pessoas. Também permanecemos com o nosso processo de expansão fabril, mantendo os planos para aumento da capacidade produtiva, abastecendo o mercado farmacêutico nacional e atendendo as necessidades da população onde quer que ela esteja", afirma.

Carlos Sanchez diz que a ampliação do acesso a medicamentos é o grande legado da EMS. "Como empresa de um setor essencial, acreditamos, ainda, que é muito importante extrapolar o nosso core business e ter uma atuação cada vez mais incisiva em responsabilidade social. Ao longo dos anos, temos firmado diversas parcerias pelo país nas áreas socioeducacionais, ambientais, culturais e esportivas porque temos convicção de que a promoção da saúde está diretamente ligada à construção de uma sociedade mais justa e com mais oportunidades para todos", destaca.

Tânia Cosentino, Presidente da Microsoft Brasil

"Quero que a pluralidade da sociedade esteja representada na Microsoft"

Com mais de 30 anos de experiência, Tânia Consentino ganhou reconhecimento nacional e internacional graças ao seu trabalho relacionado a eficiência energética, transformação digital, direitos humanos, diversidade e inclusão. Desde 2009, a executiva passou a se conectar com vários projetos importantes, entre eles o ONU Mulheres e o Pacto Global, todos de diversidade e inclusão, agenda sustentável, mudanças climáticas e meio ambiente.

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Tânia Cosentino, Presidente da Microsoft Brasil. (Foto: Divulgação)

Essa bagagem faz com que Tânia seja a principal responsável por contribuir com o processo de transformação digital dos clientes da Microsoft, tornando a companhia um parceiro estratégico que os ajuda a ingressar nessa nova realidade do mercado e da sociedade. "Nós assumimos o compromisso de democratizar a inteligência artificial e acredito que nos próximos 15 anos nossa tecnologia terá ajudando ainda mais empresas a transformarem seus negócios no Brasil e no mundo. Também manteremos o compromisso de investimento constante em inovação e em contribuir para qualificação e requalificação de profissionais em tecnologias inovadoras”, enfatiza.

Além disso, o desafio de ser mulher em um ambiente predominantemente masculino faz parte de sua trajetória. "Quando me tornei líder, percebi que a minha voz tinha um peso na organização, mas também notei que existiam menos mulheres em cargos de liderança. Então eu percebi que deveria trabalhar como uma ativista pelas minorias, começando com a promoção de um ambiente de trabalho saudável e educando todos os colaboradores. Tenho para mim a responsabilidade, que compartilho com meu time de liderança, de implementar iniciativas que ajudem na evolução desse cenário e que amplie a oferta de oportunidades igualitárias tanto para mulheres como para homens", afirma.

Daniel Mendez, fundador e presidente da Sapore

“Continuaremos uma companhia sustentável, inovadora, tecnológica, referência em boas práticas e gestão”

Nascido no Uruguai, Daniel Mendez veio para o Brasil aos 11 anos. Aos 13, começou a trabalhar como garçom no restaurante da família, no interior do Rio Grande do Sul. No fim dos anos 1980 veio para Campinas, no interior de São Paulo, para inaugurar a filial de uma empresa de refeições coletivas, na qual já atuava há alguns anos. Alguns anos depois, saiu da companhia e decidiu montar seu próprio negócio. Em 1992, fundou a Sapore e fechou o primeiro ano de atuação com sete clientes e 6 mil refeições/dia.

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Daniel Mendez, fundador e presidente da Sapore. (Foto: Divulgação)

Sua postura inovadora contribuiu para a quebra de paradigmas no mercado ao lançar soluções e metodologias inéditas em processos, produtos e perfil de pessoas. "Queremos ser a maior e melhor empresa do nosso segmento, por meio de crescimento orgânico e aquisições. Para os próximos 15 anos, vamos aproveitar o know how adquirido em nossa trajetória para estarmos mais próximos dos clientes, tomando decisões mais rápidas e assertivas. Acredito que minha experiência agrega com base na visão, tanto nas unidades e clientes já existentes como nos novos. É isso que contribui para tomadas de decisão mais rápidas e assertivas", indica.

Com sua gestão, Daniel Mendez criou a maior empresa latino-americana de restaurantes corporativos. Hoje, a empresa possui 1300 restaurantes por todo o País, produzindo mais de um milhão e trezentas mil refeições dia, empregando mais de 17 mil colaboradores. "A Sapore transformou o segmento, substituindo refeitório para restaurantes corporativos ou praça de alimentação. Também acreditamos na cultura de 'dono', ou seja, tratar cada cliente como único", afirma Mendez.

Roberto Marques, Presidente Executivo do Conselho do Grupo Natura &Co

“Precisamos agir e sermos ainda mais responsáveis pelo que fazemos”

Principal executivo da quarta maior empresa de produtos de beleza do mundo com as marcas Natura, Avon, The Body Shop e Aesop, Roberto Marques desenvolveu a abordagem global, multicanal e multimarcas que culminou na formação da holding. Com experiência internacional e histórico de transformação no setor de bens de consumo, anteriormente atuou em cargos de liderança na Johnson & Johnson e na Mondelez ao longo dos seus 35 anos de experiência.

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Roberto Marques, Presidente Executivo do Conselho do Grupo Natura &Co. (Foto: Divulgação)

"Entendemos o momento crítico em que vivemos e o papel que as empresas precisam desempenhar para se engajarem e se comprometerem com uma sociedade melhor, mais sustentável e mais inclusiva e, por isso, trazemos um plano abrangente de sustentabilidade que intensificará nossas ações para enfrentar algumas das questões globais mais urgentes. Ainda precisamos fazer muito mais para sermos a geração que restaura nosso planeta e trabalha uma sociedade mais justa. Alinhada aos nossos princípios orientadores, a Natura &Co espera fazer parte do diálogo e da solução", detalha.

Entre outras metas, a Natura &Co pretende aumentar o seu compromisso de ser uma empresa que retribui à sociedade por meio de suas quatro marcas, aumentando em 20%, a até US$ 600 milhões, os investimentos nas principais causas nas quais atua (como ações de desenvolvimento sustentável, conscientização sobre o câncer de mama, combate à violência doméstica e educação). "Somos a geração que tem o conhecimento e a tecnologia para conter o aumento das temperaturas globais, pôr um fim à questão global dos resíduos e criar condições de menos desigualdade para aqueles que mais precisam. Mas precisamos avançar ainda mais rápido", avalia.

Rubens Ometto Silveira Mello, Presidente do Conselho de Administração da Cosan Limited

"Chegamos até aqui porque investimos olhando para o longo prazo, mantendo nosso compromisso com a disciplina financeira"

Com mais de 30 anos de experiência na gestão de grandes empresas, nas áreas administrativa e financeira, antes de ingressar na Cosan, Rubens Ometto atuou de 1971 a 1973 como Assessor da Diretoria do UNIBANCO - União de Bancos Brasileiros S.A. e entre 1973 e 1980 como Diretor Financeiro da Votorantim. Um dos empresários mais atuantes no setor do agronegócio, o executivo participou da fundação da UNICA – Associação Brasileira da Indústria de Cana e, desde 2015, é membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI).

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Rubens Ometto Silveira Mello, Presidente do Conselho de Administração da Cosan Limited. (Foto: Divulgação)

Rubens Ometto é atualmente presidente dos Conselhos de Administração da Cosan Limited, Cosan S.A, Comgás e Raízen, além de acionista controlador das empresas. "Sou um homem de negócios, com veia financista e empreendedora, e toda a minha experiência foi importante para a construção do profissional que sou hoje. Aprendi que o crescimento de uma empresa passa por um processo decisório racional, baseado na profissionalização, e que é preciso fazer diferente, não se acomodar e buscar enxergar sinergias onde ninguém vê. O empreendedorismo me move e é com base nessa determinação – que também está no talentoso time que comanda as empresas do grupo – que a Cosan chegou onde está", ensina.

Com portfólio único de ativos, gestão comprometida com excelência operacional e sustentabilidade em todas as ações, a Cosan se tornou um dos maiores grupos econômicos do Brasil, investindo em energia e logística, segmentos estratégicos e essenciais para o desenvolvimento do País. "Em 15 anos, a Cosan, por meio de suas empresas, terá, sem dúvida nenhuma, contribuído e desempenhado um papel relevante para a diversificação da matriz energética brasileira e estruturação de uma logística integrada, eficaz e confiável", visualiza o executivo.